Sobre o Lahmiei

LAHMIEI

Laboratório de Aprendizagem Humana, Multimídia Interativa e Ensino Informatizado
Descrição

Coordenadores:
– CELSO GOYOS (COORDENADOR DO LABORATÓRIO)
– NASSIM C. ELIAS AND GIOVANA ESCOBAL (VICE-COORDENADORES DO LABORATÓRIO)

Eixos de Pesquisa:
– COMPORTAMENTO HUMANO COMPLEXO E O PARADIGMA DE ESCOLHA: análise, metodologia e aplicações.
– COMPORTAMENTO HUMANO COMPLEXO E A GENERATIVIDADE DE COMPORTAMENTOS NOVOS: comportamento simbólico e linguagem.

O Instituto LAHMIEI 

O Instituto Lahmiei de Diagnóstico, Intervenção e Pesquisa em Transtorno do Espectro Autista (Instituto Lahmiei) é uma extensão do Laboratório de Aprendizagem Humana, Multimídia Interativa e Ensino Informatizado (Lahmiei) em que são realizadas pesquisas translacionais e aplicadas, estágios de cursos de graduação, estágios de cursos de especialização e pós-graduação. Adicionalmente, o instituto realizará um trabalho de atendimento complementar aos serviços que a pessoa com Transtornos do Espectro Autista (TEA) já recebe (escolas regulares, escolas especiais, etc), preferencialmente naqueles casos em que as pessoas não conseguem sucesso no tratamento e nos casos difíceis.

A inauguração do Instituto está prevista para o 1º semestre de 2015. O prédio já está construído e se localiza no campus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Carlos. É possível visitar e fotografar o espaço.

O Instituto Lahmiei visa, através de investigações científicas e atendimento,  tornar o indivíduo com TEA mais independente, produtivo e feliz. Os métodos serão baseados no ABA (Applied Behavior Analysis), que se refere a um vasto campo de pesquisa. No ABA são ensinadas, de maneira intensiva, competências associadas ao desenvolvimento (e.g., cognição, habilidades sociais, linguagem, atividades de vida diária, atividades de vida prática, independência, etc.). Na maioria dos casos existe um relevante sucesso porque o ensino de uma nova competência é efetuado gradualmente, em passos, e cada passo é sistemático e consistente, até que seja aprendido. É um trabalho persistente.

Pelo perfil de alta qualidade do atendimento, no primeiro ano serão atendidos, inicialmente, o número máximo de seis pessoas. Esses indivíduos serão atendidos diariamente no período oposto ao escolar, caso estejam matriculados em uma escola. Caso não estejam, serão designados pelo grupo de trabalho do instituto de pesquisa para um dos dois períodos (manhã ou tarde). Todos terão um plano individualizado de ensino.

Os indivíduos poderão ser encaminhados por prefeituras, grupos, escolas especiais e escolas públicas e particulares de todo país. A triagem será realizada pelo grupo de trabalho do Instituto.

O atendimento será supervisionado por pesquisadores sênior (professores universitários, pós-doutores, pós-doutorandos e doutores e doutorandos do Lalmiei) e pesquisadores juniores (seis doutorandos e cinco mestrandos).

Os critérios de triagem e o atendimento serão orientados pelo Profº. Dr. Celso Goyos, coordenador do Lahmiei, professor adjunto da UFSCar.  A coordenadora do projeto é a Profa. Dra. Giovana Escobal.

Meta

Ser uma referência no desenvolvimento de pesquisa, atendimento e capacitação de pessoas que trabalham com transtornos do espectro autista.

Objetivos

  • Atender pessoas com TEA, prioritariamente, e outras deficiências intelectuais nos vários graus de severidade;
  • Oferecer ambientes necessários ao tratamento adequado desses indivíduos, para a realização de pesquisa, capacitação de pessoas e de intervenções diversas;
  • Orientar profissionais e/ou pais na correta aplicação de ABA;
  • Delinear procedimentos de ensino;
  • Desenvolver pesquisas aplicadas, translacionais e básicas na área do autismo e outras deficiências intelectuais;
  • Difundir informações e experiências sobre o autismo;
  • Difundir informações e experiências sobre o autismo através também de intercâmbios de pesquisadores internacionais e brasileiros para auxiliar no desenvolvimento do instituto de pesquisa, treinamentos, publicações e eventos científicos;
  • Orientar as famílias, pais e profissionais dos indivíduos atendidos no instituto sobre alternativas de tratamentos e ensino, incentivando o trabalho em conjunto. 
Descrição do prédio para atendimento de pessoas com autismo e outras deficiências intelectuaisA parte do prédio da Educação Especial que caberá ao Laboratório de Aprendizagem Humana, Multimídia Interativa e Ensino Informatizado (LAHMIEI) corresponderá aproximadamente a 75 metros quadrados de área útil descontando a escada e o depósito. No pavimento superior calcula-se que a área seja de aproximadamente 90 metros quadrados. O pavimento superior será entregue completo. Nele funcionará a biblioteca, a sala de reuniões e salas de estudo dos membros do laboratório.

O pavimento inferior do prédio, em que serão feitas salas de atendimento clínico e educacional e salas de observação aos autistas e deficientes, e onde serão realizados estágios, será entregue apenas com a estrutura de concreto, sem alvenarias, esquadrias e acabamentos inicialmente. O pavimento inferior (Figura 1) será composto por um hall de entrada e recepção (2,95 m X 2,95 m); um depósito de materiais e sala de primeiros socorros (2,64 m X 1,43 m); duas salas de observação (3,00 m X 2,00 m cada), acopladas a uma sala de equipamento audio-visual (3,00 m X 1,20 m); uma terceira sala (1,50 m X 2,00 m) que funcionará como uma sala de atendimento geral, tanto de pais como de participantes/clientes. A terceira sala também funcionará como brinquedoteca; uma quarta sala que será de estudos e informática, e disponibilizará computadores e impressora para funcionários/pesquisadores (1,50 m X 2,00 m); uma quinta sala que será de atendimento individualizado (1,50 m X 2,00 m). Todas as salas terão isolamento acústico, chão e paredes com tatame, para tratamento de comportamentos problema. Haverá também uma copa e cozinha (1,20 m X 2,00 m); circulação que fornece acesso a todos os ambientes (1,30 m X 7,50 m) e um hall da escada e acesso ao prédio anexo e banheiros (1,60 m X 2,70 m). A Figura 1 apresenta o esboço inicial do pavimento inferior do instituto de pesquisa para autistas e outras deficiências intelectuais.

Para concluir o instituto, foram realizados  orçamentos pela empresa Junior de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos. O projeto inclui alvenaria e revestimento vertical e horizontal, hidráulica, elétrica e esquadrias, mobília, ar condicionado e cortinas. Até o momento temos verba para a compra de equipamentos para o instituto, fornecida pelo CNPq e pela FAPESP.

O LAHMIEI

O LAHMIEI, da UFSCar, congrega cerca de 37 anos de experiência na área do tratamento e pesquisa com indivíduos com deficiência intelectual, atraso de linguagem e com TEA, a maior parte deles também como docente e orientador do curso de Pós-graduação em Educação Especial da UFSCar.

O grupo consiste atualmente de quatro pós-doutorandos, um professor visitante estrangeiro convidado, seis doutorandos e cinco mestrandos, além de alunos de graduação que realizam estágio de iniciação científica. Todos desenvolvendo trabalhos na área. Esses colaboradores são profissionais das mais variadas áreas de conhecimento: psicologia, pedagogia, nutrição, educação física e esporte e computação. Temos uma vasta lista de publicações na forma de artigos científicos em periódicos nacionais e internacionais, e apresentações em congressos científicos no Brasil e no exterior.

Organizou o evento escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA), modalidade de apoio da FAPESP, realizada entre os dias 9 e 13 de janeiro de 2011. Reuniu 40 estudantes de graduação, pós-graduação e pós-doutorado do Brasil e 25 do exterior, que participaram de apresentações e discussões com 31 pesquisadores consagrados nas áreas de genética, medicina molecular e tratamento comportamental do autismo.

A ESPCA foi o maior evento já realizado na área de autismo no Brasil, com total financiamento da FAPESP. Como resultado deste evento estamos, no momento, editando um livro, que deverá ser publicado no inicio do próximo ano que trará algumas das principais pesquisas apresentadas na ESPCA. Um outro desmembramento deste evento é a criação de uma revista científica internacional (International Journal of Analysis of Behavior Applied to Autism – IJOABA). Outro fruto desse evento, que foi bastante discutido e direcionado por pesquisadores importantes da área, é o desenvolvimento de um institução para atendimento de pessoas com autismo e outras deficiências intelectuais e seus cuidadores e, que seja referência no Brasil.

Paralelo a estas iniciativas criou-se um curso de formação em nível de especialização lato sensu com enfoque no TEA. Este terá duração de 22 meses, com previsão de 60 vagas e 450 horas e certificação pela Universidade Federal de São Carlos, reconhecida pelo MEC.

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